quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Regulamentos da Escola


Algumas regras da escola que não devem ser esquecidas:


· Não faltar às aulas. (Caso isso aconteça trazer atestado médico para a justificativa das faltas).


· Chegar para buscar a criança na hora certa.


· Evitar retirar a criança da sala antes do horário de saída.


· Comparecer com uniforme completo e limpo.


· Trazer sempre as unhas aparadas e limpas, verificar a limpeza do corpo, cabeça e orelhas.


· Não usar bonés, óculos e joias (brincos , pulseiras, anéis, etc.).


· Só trazer brinquedos no “Dia do brinquedo”, lembrando que a escola não se responsabiliza pelos mesmos.


· Não trazer balas, chicletes ou pirulitos.

· Só administramos medicamentos mediante a receita médica.

· Se o seu filho estiver tendo febre, vômito ou alguma indisposição, não o traga para escola.

· É proibida a entrada de crianças com dinheiro. Qualquer valor a ser pago deve ser entregue na secretaria ou anexado na agenda do aluno.

 
· É proibida a entrada de crianças com dinheiro. Qualquer valor a ser pago deve ser entregue na secretaria ou anexado na agenda do aluno.
· Sempre comunicar se o seu filho faltar mais de três dias
· O aluno com 30 faltas consecutivas pagará a parcela do mês vigente sem desconto dos dias.
· Comunicar à escola sempre que mudar de portador (pessoa que vem apanhar a criança na escola, pois a criança em hipótese alguma será liberada).
· Evitar a vinda de criança menor de 12 anos para buscar o aluno.
· Comunicar sempre a escola se o aluno mudar de endereço e telefone.
· A presença dos pais nas reuniões demonstra interesse pela criança. Não falte quando sua presença for solicitada.
· No caso de reclamações os pais deverão falar diretamente com a Direção.
· No horário de entrada e saída não procurar os professores para conversar, isso muito atrapalha o bom andamento do trabalho, a comunicação deve ser pela agendinha, caso seja urgente procure a Direção da Escola.
· Quando for necessário vir a escola usar roupas adequadas ao ambiente escolar.
· Todos os pertences do aluno deverão estar com nome.
· Não esquecer de ler e assinar a agenda da criança diariamente.
 

Boas vindas 2013


Prezados Pais, Professores, Alunos e Funcionários...

 

Em todos os povos do mundo, em todas as épocas da humanidade, o que se espera de uma nova geração é que ela aprenda os ensinamentos dos mais velhos e siga os passos daqueles que já trilharam muitos caminhos . Os pais esperam dos seus filhos que os escutem e ponham em prática, o que lhes ensinaram. Os professores se orgulham dos alunos que os seguem.

 

O conhecimento não é somente assimilar passivamente um saber, um conteúdo, um objeto. Admitimos a ideia de que devemos partir algo, mas para que haja conhecimento esse algo deve ser transformado, repensado, ter que adquirir novo significado e ser reelaborado. Podemos fazer isso em conjunto, com outros indivíduos, mas cada um precisa contribuir com sua parcela de intelectualidade, compromisso e ação.

 

Juntos queremos, nesse novo ano letivo fortalecermos nosso espírito para que os objetivos almejados em nossos projetos, sejam alcançados com sucesso. E nesta caminhada precisaremos de perseverança, senso de compromisso, dedicação, entrosamento e responsabilidade.

 

 É com esse espírito e amor pela educação, que damos as boas vindas e um bom retorno a todos: alunos, pais, professores e demais funcionários para que com vibração e alegria iniciemos nossas atividades.

 

                              Sejam bem vindos ao                             
 
Instituto Evangélico
Príncipe da Paz!

 

sábado, 25 de agosto de 2012

Alimentação

Café da manhã na medida para os pequenos

Lila de OliveiraAtualizado em 02.12.2011
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Getty Images
Família reunida logo cedo para saborear, com calma, frutas, cereais, pães, queijos e sucos. Se essa cena lhe parece incomum, é hora de repensar sua rotina

Ainda na primeira infância, as crianças começam a desenvolver os hábitos alimentares que cultivarão por toda a vida. Assim, é necessário acostumá-las desde os 6 meses a tomar um café da manhã equilibrado, a refeição mais importante do dia.

“Como a maioria das crianças menores de 5 anos costuma dormir por volta das 21 horas e despertar às 7 da manhã, pode-se dizer que este é o período mais longo em que ficam sem comer”, afirma o nutrólogo Fábio Ancona Lopez, do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O desjejum, portanto, deve ser completo, para garantir a energia e os nutrientes de que o corpo dos pequenos precisa para realizar suas funções vitais.

De acordo com a nutricionista Priscilla Kakitsuka, do Hospital Samaritano de São Paulo, a distribuição adequada de nutrientes ao longo do dia é especialmente importante nos primeiros anos de vida, pois é nesta fase que se tem o maior ganho de peso e de estatura. Além disso, a deficiência de substâncias importantes – como vitaminas e minerais – pode causar, a longo prazo, doenças como a anemia, além de prejuízos para o desenvolvimento cognitivo e motor.

Quando não se come direito ao acordar, o cérebro libera hormônios que provocam fome, tensão, estresse, irritabilidade e sonolência. O nível de açúcar no sangue diminui, dificultando a atenção e o aprendizado, e a realização de atividades físicas pode ocasionar fraqueza e tontura ou até mesmo desmaios, em casos extremos. Isso sem falar que a provável “compensação” nas refeições seguintes predispõe o organismo à obesidade.

A família como exemplo

Mesmo sabendo da necessidade de um café da manhã reforçado, muitos pais não conseguem desenvolver o hábito de se sentar à mesa pela manhã, especialmente em dias de semana, já que o acúmulo de tarefas e compromissos é cada vez maior. E é aí que começam muitos dos problemas relacionados à alimentação, pois, sem a referência da família, fica mais difícil para a criança entender o quanto essa refeição é importante.

A falta de tempo é a justificativa mais recorrente no consultório do nutrólogo da Unifesp. “Nesse caso, não há nada que eu deva receitar além de 15 minutos a menos de sono, tanto para os pais quanto para os filhos”, diz.

“A família é parâmetro para a criança em todos os aspectos. Então, ela só terá disciplina em relação ao horário, ao local e à qualidade do café da manhã se os pais também forem regrados”, afirma a nutricionista Gabriela Pimentel, de Vinhedo, em São Paulo.

A profissional explica, ainda, que é muito importante reservar um certo tempo para a realização de qualquer refeição. “O comer ‘correndo’ requer menos mastigação, atrapalhando o processo digestivo e a assimilação dos nutrientes pelo organismo”, esclarece. Vale destacar que a pressa, acompanhada da obrigação, pode dar um aspecto negativo a um momento que, além de ser necessário, pode ser muito prazeroso.


Mesa posta

“A televisão deve estar desligada na hora do café.” A máxima, repetida à exaustão por nove entre dez profissionais de saúde, nem sempre serve de referência para os pais, que muitas vezes adotam esse “artifício” para que os filhos deixem de rejeitar determinados alimentos.

“Não se pode distrair a criança para fazê-la comer porque as distrações levam à perda da percepção do quê e de quanto se está comendo, o que não é saudável”, opina Gabriela. Para a nutricionista, a refeição deve ser um momento agradável, que proporcione uma convivência prazerosa entre os membros da família.

Para isso, vale, é claro, enfeitar a mesa com toalha, pratos e copos divertidos, desde que fique claro que é hora de comer, não de brincar. “Quanto mais atrativa a refeição se apresentar, melhor. Assim, evita-se a monotonia e a perda de interesse pela hora de comer e pelos alimentos em si”, afirma a profissional do Hospital Samaritano.

O que servir

No desjejum, não podem faltar frutas, pois elas são ricas em vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo. Os carboidratos – presentes não apenas nas frutas como também em pães e bolos – são importantes por fornecerem energia, sendo considerados verdadeiros combustíveis para o nosso corpo, especialmente para o cérebro.

Para acompanhar o pão, o requeijão e os frios são opções. “Ricos em proteínas, eles colaboram para o desenvolvimento dos nossos tecidos, sendo essenciais para o crescimento”, explica Priscilla. Uma alternativa, segundo a nutricionista, é a margarina, que é fonte de energia, por ser rica em gordura.

Fábio Ancona Lopez destaca também a importância da gordura para a formação do sistema nervoso. “Na manteiga e no queijo, por exemplo, você encontra gorduras insaturadas, que têm essa função”, diz. “São alimentos que abrigam, ainda, as vitaminas A e D”, acrescenta.

Os benefícios do queijo vão além, graças à presença do cálcio proveniente do leite usado em sua fabricação – o mineral garante a formação de ossos e dentes. De acordo com Lopez, é comum crianças maiores resistirem ao leite, mas a sua ausência pode ser compensada por seus derivados – iogurte e requeijão aparecem na lista de preferências da criançada, ao lado do queijo.

Gabriela Pimentel ressalta que é importante estar atenta à possibilidade de intolerância ao leite. “O excesso de muco nas vias respiratórias e a obstipação intestinal podem indicar alergia”, alerta a nutricionista, que recomenda, nesses casos, a ingestão de outras fontes de cálcio, tais como tofu, leguminosas, gergelim e amêndoas.

Os cereais integrais também devem fazer parte da dieta da garotada, pois são importantes fontes de vitaminas e sais minerais.

Tarefa árdua Esteja preparada para uma batalha diária, pois nem sempre é fácil acostumar os filhos aos alimentos saudáveis, até porque a maioria das pessoas leva um tempo para se habituar a novos sabores, texturas e consistências. Algumas precisam ingerir o mesmo alimento de oito a 10 vezes até aprová-lo, de fato.

Por isso, é preciso ter paciência e muita persistência, além de um pouquinho de criatividade, que nunca é demais. Experimente fazer espetinhos de frutas e mergulhá-las no iogurte ou usar cortadores em formatos divertidos. Aos cereais, acrescente aveia ou mel. Aposte em músicas e historinhas para explicar a importância dos alimentos e lembre-se: mesmo diante do mais doce dos olhares, é preciso resistir à tentação de acrescentar açúcar à comida.

Outra atitude bastante contestada pelos médicos é a negociação na hora da refeição. “Comer é, em si, muito importante para o desenvolvimento da criança, então na hora em que o ato de comer vira uma moeda de troca, abre-se um caminho para um comportamento alimentar bastante arriscado”, afirma Lopez.
 
 
 
 
 

quinta-feira, 29 de março de 2012

O verdadeiro significado da Páscoa.

A páscoa está chegando, nessa época as pessoas pensam em ovos de chocolate, presentes, etc. tudo isso é muito bom, mas eu queria falar um pouco do verdadeiro significado da páscoa para os cristãos. Ela é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário. Atualmente, tornou-se uma data tão comercial, que poucos lembram ou conhecem seu verdadeiro significado.
De acordo com a Bíblia, neste periodo os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó viviam como escravos há mais de quatrocentos anos no Egito. A fim de libertá-los, Deus designou Moisés como líder do povo hebreu (Êxodo 3-4).
Em obediência ao Senhor, Moisés dirigiu-se a Faraó a fim de transmitir-lhe a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Para conscientizar o rei da seriedade da mensagem, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito.
No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas: Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “todo primogênito... desde os homens até aos animais” (Êx.12.12).

A primeira Páscoa
Como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor emitiu uma ordem específica a seu povo. A obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tomaria um cordeiro macho, de um ano de idade, sem defeito e o sacrificaria. Famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Êx. 12.4).
Os israelitas deviam aspergir parte do sangue do cordeiro sacrificado nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele não mataria os primogênitos das casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”.
Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus,” Jesus Cristo, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo. 1.29).
De acordo com a Bíblia, no livro de Êxodo, capítulo 12, versículo 31, naquela mesma noite Faraó, permitiu que o povo de Deus partisse, encerrando assim, séculos de escravidão e inaugurando uma viagem que duraria quarenta anos, até Canaã, a terra prometida.
A partir daquele momento da história, os judeus celebrariam a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo” (Êx. 12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz.

Libertação
Assim sendo, lembremos, não somente nesta data, mas em todos os dias, o verdadeiro significado da Páscoa. Assim como o Todo Poderoso libertou os hebreus da escravidão no Egito, Deus quer nos libertar da escravidão do pecado e por isso, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para que “todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo. 3.16) Vida esta conquistada com sangue “porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (I Co 5.7)

Celebremos então a liberdade conquistada por Jesus Cristo na cruz para todos nós!

Fonte: CPAD


    
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 1 de março de 2012

1ª Reunião

Dia 09 de março de 2012, as 14 horas,  será a nossa primeira reunião de pais.
Você não pode faltar!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Como ajudar seu filho na adaptação escolar

Seu filho está entrando na escola pela primeira vez ou retornando às aulas após as férias? É normal que isto gere um misto de alegria e ansiedade, pois tudo aquilo que é novo (nova escola, nova professora, nova sala, novos colegas) e desconhecido é sempre encarado como um desafio e, no caso do período escolar, é um desafio para a criança, para os pais e para a escola. Veremos aqui como você pode ajudar a criança nesta nova socialização de sua vida.





· A decisão de colocar seu filho na escola deve resultar de atitude pensada, consciente e segura. Sentir confiança na escola que seu filho irá estudar é imprescindível. Antes de matriculá-lo procure ver se o método adotado corresponde às suas expectativas e crenças.

· A vinda da criança para a escola deve ser preparada; entretanto, evite longas explicações para ela, pois isto pode despertar suspeitas e insegurança.

· A separação, apesar de necessária é um processo doloroso tanto para criança quanto para a mãe, mas é superado em pouco tempo.

· Cuidados devem ser tomados nesse período de adaptação em relação a: troca recente de residência, retirada de chupeta ou fraldas, troca de mobília do quarto da criança, perda de parente próximo ou animalzinho de estimação.

· O choro na hora da separação é frequente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola.

· A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação. Não force com violência e ansiedade a criança a ficar na escola.

· Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença.

· Cabe à mãe entregar a criança ao educador. Colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo da mãe.

· Nunca saia escondido de seu filho. Despeça-se naturalmente.

· A sala de atividade é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará as outras crianças cobrarem a presença do colo da mãe.

· Incentive a criança a procurar a ajuda do seu educador quando necessitar algo, para que crie laço afetivo com ele.

· Lembre-se que o educador atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção igualmente, promovendo junto com a mãe a integração da criança.

· Se os pais confiam na escola, sentirão segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, que suportará melhor a nova situação.

· O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente.

· Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vômito, etc.)

· É comum verificar-se nessa fase uma ambivalência de sentimentos. O desejo de autonomia da criança e a necessidade de proteção ocorrem simultaneamente.

· Você deverá se programar para ficar na escola no período de adaptação. Para a criança, todos são estranhos e você será o suporte, o apoio. Lembre-se, porém, de não interferir nas atividades da professora. De preferência fique do lado de fora da sala e apareça de vez em quando. Vá espaçando este tempo até sentir que ele realmente não sentirá mais sua ausência.

· Existem crianças que já no primeiro dia se despedem da mãe e se integram com as outras crianças, neste caso não há necessidade do programa de adaptação.





Não desista na primeira dificuldade. Muitos pais se sensibilizam com a resistência dos filhos à adaptação escolar e acabam retardando este momento. O ideal é que você esteja ao lado dele e converse muito. O que você deve ter em mente é que estará preparando seu filho para conviver em sociedade, aprendendo a compartilhar, a ter limites, além de aprender o que todos esperam: a ler e escrever.

Adaptação dos textos: Como ajudar seu filho na escola (Simaia Sampaio) e

Socialização e adaptação da criança na pré-escola (Débora Beni).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tipos de medo comum na infância

Tipos de medo comuns na infância


Por Giuliano Agmont





O pediatra carioca Júlio Dickestein diz que o medo costuma surgir diante de alguns elementos reais na vida de uma criança: o médico, a creche ou escola, a alimentação, a violência e a dor recorrente. Essas causas reais geram um medo verdadeiro, mas também podem derivar para estados secundários (medo de escuro, de monstros etc.). “Cada criança reage de uma maneira e o temor pode se tornar banal ou catastrófico”, explica o médico. “O importante é que os pais saibam a origem do medo, que acaba se manifestando de forma mais clara quando a criança fica sozinha ou está em lugares escuros”, explica o pediatra.



• Médico

A criança já chega estressada à consulta. Tudo é diferente. Em seguida, fica sem roupa diante de um estranho com objetos ameaçadores, que são postos na garganta, no ouvido, no peito... Isso sem falar na injeção. Para minimizar o apavoramento que tanta novidade causa, brinquedos podem ser ótimos aliados.



• Creche e escola

É uma etapa difícil para qualquer criança: separar-se dos pais por períodos prolongados pela primeira vez. Os pequenos se sentem desprotegidos na fase de adaptação. Para seu filho ficar mais seguro, seja fiel aos horários. Esteja esperando por ele na hora da saída da creche ou da escola.



• Alimentação

A comida leva a um círculo vicioso muito comum. Os pais querem que a criança coma, mas a criança não quer comer. E, quanto mais eles forçam, pior fica a situação. Resultado: o pequeno trava à mesa. Tornar a refeição um momento descontraído é uma boa forma de diluir esse amedrontamento. Procure enaltecer os prazeres proporcionados pelos alimentos (isso vale mais do que festejar quando a criança come ou castigar quando recusa um alimento).



• Dor permanente

Costuma estar associada a doenças. Por exemplo, à intolerância a algum tipo de alimento, como o leite. As cólicas persistentes fazem com que a criança fique alarmada diante da comida. Nessa situação, não engane seu filho. Diga a verdade sobre a relação entre o alimento e a dor que sente. O pediatra sempre poderá ajudar você a traduzir para a linguagem do pequeno essa relação.



• Violência

É o tema mais difícil de abordar, mas infelizmente acontece com frequência. O pior é que essa causa tem a ver diretamente com os pais. Da negligência afetiva (mãe e pai que deixam os filhos emocionalmente desamparados porque estão sempre cansados do trabalho, por exemplo) à palmada, de ameaças a humilhações, todo tipo de sofrimento físico e psíquico causado à meninada pode gerar medo e marcar o pequeno pela vida toda.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Seu filho não presta atenção nas aulas?

Correrias, agitação e falta de atenção são características presentes na infância, e a maioria das crianças pode vivenciá-las em determinada fase. Mas embora seja algo corriqueiro e normal, é preciso pensar atenção quando o problema persiste: dependendo da intensidade e frequência, a criança sofrer de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).



Mesmo que somente um profissional habilitado possa diagnosticar uma criança com TDAH, há variados indícios que demonstram a possibilidade do transtorno e os aspectos predominantes, que variam entre a hiperatividade, a desatenção ou combinação de ambos.



Dentro da escola, por exemplo, as crianças portadoras do TDAH com hiperatividade predominante terão mais dificuldade em ficar sentadas na carteira, falarão muito e farão barulho. São aquelas que interrompem as aulas ou brincadeiras, ocasionando problemas com professores ou até com colegas de classe.



As crianças com TDAH em que a desatenção é predominante costumam cometer erros por descuido, chegando até a não conseguirem concluir tarefas mais longas, que exigem foco. Diferentes dos hiperativos, eles não chamam muita atenção e o transtorno pode acabar sendo diagnosticado somente mais tarde.



Na combinação de hiperatividade e desatenção, o problema do TDAH pode ser ainda maior e quanto antes for feito o diagnóstico, melhor. De acordo com Fábio Barbirato, autor do livro “A Mente do Seu Filho” (Editora Agir) e chefe de Psiquiatria Infanto-Juvenil da Santa Casa, no Rio de Janeiro, é a partir dos seis ou sete anos de idade que a criança pode ser diagnosticada com segurança, mas profissionais bem qualificados podem descobrir o problema até em crianças a partir dos três anos.



Será que é TDAH?



Nem sempre, porém, a falta de atenção em sala de aula é um fator decisivo para diagnosticar o TDAH. “Quando a criança, por exemplo, possui graves necessidades escolares, repetiu o ano, não aprende a ler e a escrever direito, é importante que ela seja avaliada para saber se não possui patologias de aprendizagem”, explica Fábio.



Cacilda Amorim, psicoterapeuta comportamental e diretora do Instituto Paulista de Déficit de Atenção (IPDA), em São Paulo, lembra que a base para um diagnóstico clínico é a intensidade dos sintomas em comparação a outras crianças de idade similar. “Uma criança com baixo rendimento escolar pode sofrer de TDAH, mas também pode ser dislexia, déficits na alfabetização, dificuldade momentânea de ajuste emocional, como perdas e separação dos pais, dificuldades em aceitar regras ou até mesmo um problema orgânico”, explica a especialista.



Por esta razão, é preciso tomar muito cuidado com qualquer rótulo. “As queixas de distração, agitação, impulsividade e dificuldades emocionais são compartilhadas por muitos outros problemas que não o TDAH”, afirma Cacilda.



Mitos do TDAH



Além de rótulos, os mitos em torno do distúrbio ainda persistem. O principal deles é a crença de que o remédio indicado para o tratamento do TDAH trará dependência. De acordo com a Neuropediatra Valéria Modesto Barbosa, de Juiz de Fora, em Minas Gerais, o principal medicamento usado no tratamento, a Ritalina, não causa dependência por ser eliminado do organismo entre quatro a doze horas depois de ingerida. Fábio ainda afirma que não medicar uma criança com TDAH seria como não medicar um adulto com diabetes. “Atualmente, existe todo um embasamento para descartar qualquer possibilidade de tornar a criança dependente”, afirma.



Segundo Cacilda, existem outras afirmações a respeito da criança com TDAH que devem ser revistas, principalmente pelos pais. “Ele é preguiçoso e desmotivado” e “Ele vive com a cabeça no mundo da lua” são frases que um pequeno portador do TDAH poderá ouvir ao longo da fase de crescimento, mesmo que esteja lutando contra o problema. A criança pode também acabar acreditando que é realmente preguiçosa ou até burra, e o papel dos pais neste momento é educar a respeito do transtorno e mostrar também as qualidades que a criança possui.



E agora, o que fazer?



Embora os problemas possam ser muitos, até mesmo em relação aos colegas de classe, a criança diagnosticada com TDAH necessita de acompanhamento no desenvolvimento escolar. De acordo com Cacilda, mostrar seu interesse em torno da educação do filho e manter linhas de comunicação eficazes com os professores são atitudes que devem ser tomadas.



Além disso, a especialista afirma que é fundamental enfatizar o esforço da criança – não a inteligência ou a esperteza – e manter regras claras para a realização das tarefas escolares. A rotina é muito importante, como horários determinados para o estudo, alimentação, higiene, lazer e descanso. “Desta maneira, os pais evitam conflitos muito comuns, preservando a afetividade e a convivência familiar”, explica Cacilda.



Valéria ainda conta que, em relação à escola, os professores também devem tentar compreender os alunos com TDAH e tentar adaptá-los da melhor forma possível. “O professor, ao perceber que o aluno está mais agitado ou desatento, deve estabelecer uma comunicação com ele, dar uma tarefa para ele realizar fora da sala ou deixá-lo ir fazer uma pausa para que o ritmo seja quebrado e a criança tenha tempo de respirar e se adaptar novamente ao que está sendo proposto”, conta.



O mais importante é saber dar o tempo que a criança necessita. E os pais, em nenhum aspecto, devem se sentir culpados por ter um filho com TDAH. “Eles são fundamentais para a felicidade e uma adaptação bem sucedida das crianças portadoras do transtorno”, alega Cacilda. “Uma das piores saídas para lidar com as dificuldades do TDAH é endurecer a disciplina, criando regras muito rígidas, sem criar condições para favorecer os avanços e sucessos da criança”, completa.